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Uma introdução ao Chorinho

O Choro, ou como é conhecido popularmente: Chorinho, nasceu em meados do século XVX no Rio de Janeiro. É um gênero de música popular e urbana que devido a sua complexidade e popularidade tem muito prestígio e renome  influenciando inclusive diversos compositores da música erudita brasileira.

O tripé instrumental que sustenta o Choro é composto por: flauta, violão e cavaquinho, mas com o passar do tempo outros instrumentos foram introduzidos a linguagem. Originalmente o Choro tem uma característica muito rica que é a improvisação, o que significa que além do tema popular composto para executar o Chorinho um bom Chorão (músico que toca Choro) toca o tema e também uma variação dele, improvisada na hora, cada vez sendo uma execução diferente.

Os compositores que carregam as raízes do Choro e que estabeleceram os pilares deste estilo são: Joaquim Antônio da Silva Calado, Ernesto Nazaré, Chiquinha Gonzaga e Anacleto de Medeiros. Pixinguinha foi o herdeiro desta tradição e consolidou o gênero, levando o virtuosismo na flauta e aperfeiçoando a linguagem do contraponto com seu saxofone, também organizou diversos grupos de Choro e tornou-se o maior compositor do estilo.

Nesta semana teremos uma tarde de sábado (10/11/2018) inteiramente dedicada ao Choro, na Duettom. Este evento será para alunos e professores que se interessem em trocar experiências sobre este tema e tocar em conjunto, mostrando o que desenvolveram desde que conheceram o estilo. Se você é nosso aluno e se interessa pelo assunto, mas ainda não conhece este gênero, também está convidado a participar.

Para finalizar ouça Odéon de Ernesto Nazaré e sinta a musicalidade do Chorinho:

http://https://www.youtube.com/watch?v=UWtmW7tejrI

Texto por Ingrid Stein

Instrumentos e seu valor no aprendizado

Música, em sua explicação mais básica, é som organizado. E som é algo que acontece no tempo e no espaço, jamais conseguiremos reproduzir duas vezes o mesmo, porque nós mudamos a cada instante e isso faz com que o som também se altere, ao menos a maneira que nós o escutamos. Mas o trabalho do músico é treinar suas habilidades motoras e interpretativas para extrair do instrumento o melhor som possível.

Após o trabalho do compositor, que idealiza os sons e os organiza, o interprete precisa tornar essa organização uma realidade e tocar aquilo que esta escrito. Muitos fatores podem ser relevantes neste momento. Quem é o instrumentista costuma ser o principal deles. Pois é muito comum observamos pessoas extremamente talentosas e dedicadas a música fazendo arte com objetos improváveis ou tirando som de qualquer instrumento, mesmo que aquele não seja seu instrumento principal. Ou seja, um bom músico irá encontrar música em qualquer lugar, seja num piano Steinway Sons ou em um violão  que está perdido no sítio de nossos avós.

Além do fator quem está tocando, outro fator é: o que está sendo tocado. Mesmo que um excelente músico esteja em posse do violão do sítio, nada garante que a qualidade do som que ele produz será boa. Provavelmente a música que ele tocar terá qualidades como fraseado, articulação, dinâmica e expressividade, mas se o instrumento que estiver nas mãos deste músico for ruim é possível que o instrumentista não consiga extrair tudo o que ele deseja.

Pensando neste último fator, a Duettom iniciou um processo de melhora dos instrumentos da escola. Aos poucos estamos renovando o que temos para que o instrumento sirva aos nossos alunos e professores da melhor maneira, e não fiquem devendo em qualidade. Já foi realizada a compra de uma bateria e de três violões novos para a escola. Nossa mais recente aquisição é um piano Essenfelder. Instrumentos de qualidade são também bastante caros e adquirir um piano é um investimento grande, visto que a escola possuía 4 pianos em bom estado. Mas este Essenfelder, que está em excelente estado e pronto para ser tocado, mostra o comprometimento da Duettom em oferecer qualidade aos nossos alunos.

Se você ficou interessado(a) em experimentar este novo som, visite a sala 6 de nossa escola e confira esta beleza!

Redação por Ingrid Stein.

Momento Musical Duettom

“Música é uma arte que se faz em conjunto”. É com esse pensamento em mente que a Duettom elaborou o que hoje chamamos de prática de bandas. Para quem não conhece, a prática de bandas é um momento realizado em alguns sábados onde nossos alunos praticam o que irão tocar na apresentação de fim de semestre. “Mas isso não poderia acontecer na aula com o professor?” Sim, isso acontece na aula com o professor. Mas música é uma arte que se faz em conjunto, como citamos acima, e visto isso, parte muito importante do processo é conhecer quem irá tocar com você, criar sincronia entre as pessoas, acostumar nossos ritmos internos a caminharem juntos e desenvolver a presença de palco perdendo a timidez ao ser visto. “Mas e quem toca música clássica? E os recitais de piano solo? Eles não acontecem em conjunto.” O conjunto pode ser menor, mas é existente. A cumplicidade entre professor e aluno, neste caso, é fundamental. Preparar um repertório e ter confiança de apresentá-lo sozinho é reconhecer todo o trabalho em conjunto que todos os professores, por quem este solista passou, fizeram em sua jornada. E para além disso, música é uma arte do tempo. Como o silêncio absoluto não existe e muito raramente temos a chance de estudar em uma sala acusticamente preparada, sempre haverá alguém nos ouvindo. O som nunca está sozinho. Por vezes nosso conjunto é o público e esse pode ser o conjunto mais difícil. Diversas pessoas desconhecidas, o músico se sentindo exposto, plateias muito diversas, nervosismo. Esses e outros elementos são muito difíceis de administrar durante a performance ao vivo, e pensando nisso a Duettom agora proporciona, além dos shows de fim de semestre, o Momento Musical Duettom. Este evento consiste em uma apresentação menor do que o show, ou seja, sem uma banda completa, onde nossos alunos podem se apresentar junto a um professor ou sozinhos, cantando e/ou tocando algo de sua preferência. Nossa primeira experiência com o Momento Musical Duettom aconteceu no dia 19/05/2018, quando a Duettom comemorou os 21 anos da Rua da Cidadania Matriz, a experiência foi realmente boa, nossos alunos saíram satisfeitos e nós proporcionamos música para as pessoas que passavam pela região da Praça Ruy Barbosa, fazendo bem a quem ouvia e a nós mesmos. Após o sucesso da primeira experiência iremos repetir esse evento. Então, no dia 28/09/2018 a partir das 13h nossa escola estará novamente na Rua da Cidadania Regional Matriz para proporcionar um momento musical aos transeuntes que estiverem ali e a quem mais convidarmos. Venha cantar e tocar conosco e seja parte do nosso conjunto!

Aos alunos da Duettom fica o recado: conversem com seus professores, escolham a música e entrem em contato com a secretaria para ter mais informações sobre o evento.

Aos nossos parceiros e público externo fica o convite: dia 28/09/2018, sexta-feira, às 13h estaremos lá para fazer nossa arte, venha nos prestigiar e se divertir conosco. 

Redação por Ingrid Stein